[Valid Atom 1.0] Cirurgia Plástica - Respostas: Saiba TUDO sobre O PRÉ-OPERATÓRIO geral para a CIRURGIA PLÁSTICA

quarta-feira, 9 de março de 2016

Saiba TUDO sobre O PRÉ-OPERATÓRIO geral para a CIRURGIA PLÁSTICA





O primeiro passo para a cirurgia plástica é a realização de um cuidadoso pré-operatório. Nessa fase de preparação estão incluídas a primeira consulta, uma bateria de exames clínicos e também uma conversa franca e esclarecedora com o cirurgião. 

Ao contrário do pós-operatório, que é absolutamente diferenciado e específico, o pré-operatório é praticamente o mesmo para todas as plásticas. E se traduz num procedimento normalmente simples porque a maioria dos pacientes que procuram a operação estética não está doente e não procurou a clínica para tratar de algum problema médico, mas para cuidar de sua saúde, no seu sentido mais amplo: buscando aumentar a sua qualidade de vida através da sensação de confiança e bem-estar completo que só uma operação estética pode proporcionar.


A expectativa – É muito importante que o paciente examine atentamente quais são os seus reais desejos em relação à cirurgia que pretende fazer, realizando inclusive uma espécie de investigação psicológica sobre suas motivações. Se possui ambições externas ao seu próprio corpo – como, por exemplo, reconquistar um antigo amor – o paciente pode estar iniciando o caminho para uma desilusão. 

Por isso, não cultivar expectativas muito altas assim é um bom começo. Além disso, cada pessoa reage de maneira peculiar às cirurgias.

O processo de cicatrização, por exemplo, – provavelmente a maior preocupação de quem pretende realizar uma plástica – tem variações individuais e é algo que não se pode evitar. De toda incisão resulta uma cicatriz. 

O que o cirurgião faz é escolher as regiões mais adequadas para escondê-las, levando em conta as linhas de tensão da pele e os contornos naturais do corpo buscando sempre o melhor resultado possível. Para evitar frustrações, afina, ele tem em suas mãos um bisturi e não uma varinha de condão. 

A paciente que está consciente disso tem todas as chances de sair 100% satisfeita da clínica de cirurgia.


O papo – esta é a grande chance para que a paciente esclareça todas as suas dúvidas a respeito da cirurgia. E ela não deve desperdiçar a oportunidade de, logo na primeira consulta, dizer sem pudor o que deseja modificar em sua aparência. A partir daí, o cirurgião vai explicar as possibilidades de concretização dos seus desejos e de que forma eles poderão ser alcançados. 

Tudo pode – e deve – ser discutido, mas num ponto os pacientes devem se resignar: cabe somente ao médico decidir a técnica da cirurgia. Não adianta procurar a última novidade na imprensa e na televisão para então achar que ela se adapta perfeitamente ao seu caso. Mas muitos detalhes podem ser adiantados e decididos mutuamente, como é o caso do tipo de anestesia que será utilizado na operação. 

Nessa primeira entrevista é mostrado claramente – em frente ao espelho – o que a paciente vai perder ou ganhar. Também é comum que o cirurgião recorra a fotos de cirurgias já feitas para mostrar a localização e o tamanho da cicatriz resultante de cada operação. 

Só não é possível antecipar o grau de qualidade da cicatriz porque isso depende do organismo de cada um. 

Essa primeira consulta tem uma duração variável: muitas vezes o tempo é determinado pela paciente e a extensão de sua curiosidade. A maioria marca a cirurgia logo depois da primeira consulta, mas às vezes é importante uma segunda visita para o paciente que estiver se sentindo inseguro. E ela só deve passar à mesa de operação quando estiver 100% certo de sua opção.



Histórico – é uma espécie de questionário e que o cirurgião verifica o passado e o presente da saúde da paciente. Esse mapeamento médico chama-se anamnese

Nela, a paciente relatará as doenças que sofreu, se já foi operado anteriormente, se tem algum tipo de alergia e se é fumante ou não. Entre uma série de outros itens, relacionará ainda os remédios que toma porque alguns terão que ser suspensos. O importante é que nada seja omitido e que o paciente confie a seu médico o maior número de informações possíveis.


Os Exames – o pré-operatório inclui análise sanguínea, exame de urina e eletrocardiograma. Dentro do primeiro serão feitos hemograma completo – para verificar se as hemácias estão normais ou se há sinal de anemia e ainda a ocorrência de algum tipo de infecção ou alergia –, coagulograma completo e dosagem de glicose – que indicará diabetes, porque em caso positivo a paciente receberá cuidados específicos durante a operação. 

Os exames de uréia e creatinina verificam a função renal da paciente e o eletrocardiograma normalmente só é requisitado a pacientes com mais de 40 anos de idade. A presença de cada um desses problemas pode impedir, ou pelo menos adiar, a realização da cirurgia, especialmente se ela for de grande porte, como é o caso, por exemplo, da associação da mastoplastia redutora com uma abdominoplastia. 

Assim, é preciso estar com a função renal preservada porque alguns anestésicos ministrados durante a operação são eliminados via rim.

A porcentagem de glóbulos vermelhos no sangue deve estar normal porque eventualmente há perda de sangue. Mas cada uma dessas situações será analisada individualmente, afinal um hemócrito baixo pode ser circunstancial e temporário: uma consequência, por exemplo, de uma menstruação mais intensa ou de um regime alimentar. A cirurgia poderá ser realizada assim que a situação se normalizar.

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