Tanto os pés como as mãos são as partes
mais expostas do corpo e, por isso, são também os dois dos maiores
indicadores do envelhecimento natural, ou mesmo precoce das pessoas. Com
peles mais fina e sensível, essas regiões do corpo ficam mais
frequentemente expostas ao sol, podendo ficar mais flácidas, com manchas
e até com ossos mais aparentes.
As mãos costumam chamar mais atenção,
pois é uma ferramenta de trabalho muito acionada no dia a dia e até para
falar gesticulamos bastante. Além disso, escrevemos, cumprimentamos as
pessoas, sinalizamos nosso estado civil e as mulheres pintam as unhas,
além de incrementar o visual com anéis, relógios e pulseiras, entre
tantas outras ações que destacam a região. Já os pés dependem muito da
estação do ano e do local onde a pessoa está, pois se estiver calor é
mais mostrado por causa do uso de sandálias, chinelos e, em praias e
piscinas, muitos andam descalços.
Para alguns, os pés são uma preocupação
maior com a chegada do verão. Pois só tiram o tênis ou o sapatinho
“rasteirinha” em último caso, pois não gostam desta região do corpo, por
ser grande, num formato diferente e em alguns casos envelhecidos. “É
claro que a cirurgia plástica estética não mudará o formato do pé ou da
mão de ninguém, mas poderá dar uma renovada ao visual, recuperando a
alto estima, daqueles que se sentem incomodados com estas regiões do
corpo”, alerta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia
Plástica.
A cirurgia plástica destas regiões do
corpo é indicada para pessoas com perda de tecido conjuntivo ou alta
flacidez, o que demonstra ossos, veias e tendões mais aparentes, além do
envelhecimento da pele. Dependendo do caso pode ser retirado o excesso
de pele ou realizado um preenchimento com enxerto de gordura ou uma
substância biocompatível permanente para a recuperação de volume, a
correção de rugas e marcas de expressão. Com isso, os pés e as mãos
ganharão uma aparência mais uniforme do dorso, diminuindo a quantidade
de rugas finas.
É sempre bom lembrar que qualquer
procedimento cirúrgico estético depende do diagnóstico do médico e pode
mudar de uma pessoa para outras. Mas, se a ideia é aumentar a autoestima
consulte um especialista e veja se vale o investimento.
Mas, para mãos e pés, além da cirurgia
plástica é recomendável recorrer também a procedimentos dermatológicos
para o tratamento de manchas. Isso é necessário, porque a cirurgia
plástica corrige a forma e a funcionalidade, mas a pele precisará ainda
de tratamento estético especial.
Plano de saúde tem que cobrir cirurgia plástica reparadora, decidiu a
3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao julgar o
pedido de uma segurada para obter a cobertura desse procedimento. Para o
desembargador Gerson Santana Cintra, que relatou o caso, o
ressarcimento se justifica porque a operação não teve finalidade
estética.
Segundo informações do processo, a autora foi submetida a
uma cirurgia para remover um apêndice, com os custos arcados pelo plano
de saúde. Em decorrência de uma infecção durante a recuperação, ela
precisou passar por novo procedimento que resultou em uma cicatriz
profunda e extensa no abdômen.
O plano se recusou a cobrir a
cirurgia reparadora e a 1ª Vara Cível de Goiânia concedeu liminar
autorizando o procedimento. Depois proferiu sentença que
confirmou decisão provisória e ainda condenou a indenizar a segurada no
valor de R$ 5 mil por danos morais.
Em recurso, o convênio alegou
que, em razão de uma cláusula contratual, as cirurgias plásticas só
estão cobertas para a restauração de funções em órgãos e membros
atingidos por acidentes pessoais ocorridos na vigência do contrato. Mas o
relator do recurso não aceitou o argumento.
De acordo com o
desembargador Gerson Cintra, o contrato entre as partes deve ser
analisado conforme o Código de Defesa do Consumidor, que tem uma
interpretação favorável ao cliente em casos como esses.
“O
procedimento cirúrgico pleiteado não possui um cunho estético, apto a
justificar a ausência de cobertura contratual, posto que o quadro
infeccioso que resultou nessa sequela visível e deformidade permanente,
decorreu da necessária intervenção médica denominada apendicectomia”,
afirmou.
Com relação ao dano moral, o desembargador explicou que a
recusa do plano em custear a cirurgia não ocorreu de forma
injustificada, mas por entendimento restrito do contrato. Por isso,
negou o pedido de indenização.
“É indiscutível no presente feito
que a autora sofreu dissabores, angústia e contrariedade em razão do
problema físico apresentado, todavia, entendo que não alcança o patamar
de abalo moral, a simples negativa de cobertura do procedimento
cirúrgico com base em interpretação de cláusula contratual”, destacou. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-GO.
Mudar algo na aparência, um detalhe que seja, é desejo de muitas mortais. Em
meio à ansiedade de parecer mais bonita, quem opta por fazer procedimentos
estéticos deve ter bastante cautela antes de se entregar aos cuidados de outra
pessoa. Conhecer os riscos de cada técnica e, principalmente, escolher um
profissional capacitado são medidas essenciais para evitar complicações.
“No site da [SBD] Sociedade Brasileira de Dermatologia, qualquer um pode
consultar se o médico é especialista pela entidade. Se sim, certamente ele é
bem preparado. O mesmo acontece no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, afirma a dermatologista Fabiana Braga França Wanick.
Uma boa preparação para cirurgias plásticas também reduz o perigo de
complicações. “As primeiras consultas com o médico são as mais importantes,
porque nelas será traçado o perfil do paciente, para saber se ele faz uso de
medicações, tem alguma alergia ou sofre de doenças”, diz o cirurgião plástico
Matthews Herdy, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
“É muito comum a pessoa querer esconder algumas informações para conseguir
operar, mas é preciso ser sincero.” São pedidos exames de sangue (para avaliar
nutrição, coagulação e cicatrização) e de imagem (da área a ser operada e de
pulmão). Depois, o paciente deve se consultar com um cardiologista para que ele
emita o risco cirúrgico, ou seja, um parecer sobre as condições
cardiopulmonares. Podem ser necessários ainda encontros com o anestesista e
acompanhamento psicológico.
Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, procedimentos feitos em
consultório que só atingem a pele superficialmente não exigem exames prévios. A
entrevista do médico com o paciente basta. Conheça alguns procedimentos e seus
riscos.
Preenchimento.
Indicado para suavizar rugas. O risco é a substância ser injetada em um vaso
sanguíneo, que será obstruído, comprometendo a irrigação de alguma parte do
corpo. Com ácido hialurônico – provavelmente o mesmo que teria sido aplicado em
Raquel –, é possível reverter esse efeito, mas não com outros compostos.
Radiofrequência.
O tratamento utiliza ondas eletromagnéticas para aquecer a pele e estimular a
produção de colágeno. A meta é combater a flacidez. O risco é de queimadura
temporária, causada pelo superaquecimento da pele devido a erros na regulagem
da temperatura.
Botox.
A toxina botulínica é capaz de prevenir as rugas. Os riscos são aplicação do
material no músculo errado ou em vasos sanguíneos, o que pode levar à formação
de coágulos assimetrias, efeito de “face congelada” e alergia.
Lipoaspiração.
É a retirada de gordura de uma parte do corpo com o auxílio de cânulas. Como o
equipamento tem pontas finas, pode haver perfuração de algum órgão interno.
Também há risco de alergia a medicações feitas na anestesia.
Implante de silicone e abdominoplastia.
Pode ocorrer seroma (acúmulo de líquido), que favorece infecções. No caso do silicone, há riscos de contratura da cápsula (o organismo cria uma membrana em
volta da prótese, que fica rígida e gera dor).
Laser de CO2.
É indicado para tratar a aspereza e manchas da pele, fechar os poros, melhorar
a aparência das rugas superficiais e estimular a produção de colágeno. Se o
paciente não tiver os cuidados necessários (uso de sabonetes, cicatrizantes e
protetores solares corretos), podem ocorrer manchas, cicatrizes e infecções.